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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Um pouquinho de história da computação

Sendo impossível falar de informática sem falar de computação, por quê não citar o primeiro "computador" conhecido? O ábaco, do século XXVIII a.C., cuja função era desenhar linhas na areia com rochas e, posteriormente, fazer cálculos simples, é a primeira ferramenta de computação conhecida. Com o passar dos séculos e o aprimoramento dos métodos de cálculo, como a invenção dos logaritmos, deduziu-se que não necessariamente dez números deveriam se encarregar de representar informações, mas apenas dois: zero e um, 0 e 1, falso e verdadeiro, desligado e ligado, inválido e válido, entre outros. Essa foi a base do sistema de numeração binário: sequências específicas de uns e zeros podem representar informações mais complexas, e essa é a base de absolutamente todos os computadores atuais, até dos mais potentes.  Baseado nesse sistema, a primeira ferramenta de computação foi uma máquina de tear controlada por carvão perfurado, já no século XIV d.C., onde os buracos indicavam os uns e as áreas não perfuradas, os zeros.
A primeira máquina que começa a delimitar os traços que os computadores atuais têm foi proposta - proposta, pois não chegou a ser plenamente concluída - em 1837, chamava-se máquina analítica e foi proposta por Charles Babbage. Ela continha uma unidade lógica aritmética, fluxo de controle mais complexo, loops - ou repetições, fundamentais em sistemas atuais - e até memória integrada, e era bem mais rica em comparação com a máquina diferencial, que era, basicamente, um computador mecânico - como o tear citado anteriormente - ligeiramente melhorado. Desde então, conceitos como lógica e dependência, que são mais complexos, foram sendo implantados aos poucos nos computadores desenvolvidos já ao longo do século passado.
No contexto da Guerra Fria, na década de 1960, os Estados Unidos tinham muitas informações sobre eles próprios e sobre o "adversário" - a União Soviética - e tais informações ficavam armazenadas nos computadores dentro do Pentágono - a sede da Defesa americana. Porém, temendo um ataque direcionado ao Pentágono que destruísse essas informações, os EUA resolveram criar e ampliar uma rede de computadores entre as bases militares americanas, e distribuir essas informações para que tais dados não se perdessem todos de uma vez. Com o "aquecimento" da Guerra Fria, a Defesa americana foi, aos poucos, liberando o acesso à rede de computadores - já chamada de Internet - aos cientistas, depois às universidades e, por fim, aos civis. De lá para cá, milhões de informações, de fontes e de métodos de pesquisa foram desenvolvidos e lançados na internet sem basicamente nenhuma barreira, o que também colaborou para que pessoas e grupos mal intencionados desenvolvessem formas de invadir os sistemas de outros usuários na rede e se apropriar dos dados deles ou fazer coisas piores: os hackers, e o software que eles implantam nos computadores em que conseguem acesso são os vírus, que são dos mais variados tipos e objetivos. Tendo em vista que os ataques de hackers aumentavam descontroladamente, as empresas de segurança desenvolveram softwares que servem como barreira para a ação de invasores: os antivírus. Nas próximas páginas serão explorados os tipos de vírus de computador e as formas de prevenção.

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